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A ascensão de Jenna Ortega: do terror ao fenômeno mundial

Não é exagero dizer que Jenna Ortega se tornou um dos nomes mais requisitados da Hollywood atual. Com um talento versátil que transita entre o suspense psicológico, o terror visceral e a comédia familiar, a atriz californiana consolidou sua carreira com personagens marcantes e escolhas de roteiro inteligentes. Recentemente, sua presença em produções de peso como “Os Fantasmas Ainda Se Divertem: Beetlejuice Beetlejuice” e sua participação fundamental na franquia “Pânico” reafirmaram que ela não é apenas uma estrela passageira, mas uma força criativa na indústria.

O caminho pelo terror e suspense

A trajetória de Ortega no gênero slasher ganhou um capítulo importante em 2022 com “X – A Marca da Morte”. No filme dirigido por Ti West, ela interpreta Lorraine Day, uma jovem que faz parte de uma equipe de cinema em uma fazenda isolada no Texas. Embora o protagonismo seja de Mia Goth, a atuação contida de Jenna foi essencial para a atmosfera de tensão do longa, que hoje é considerado um dos grandes nomes do terror moderno pela crítica.

No mesmo ano, a atriz mergulhou em uma proposta que mistura horror e crítica social com “Pânico Americano”. A trama aborda temas delicados de imigração nos Estados Unidos sob a ótica de uma conspiração bizarra envolvendo jovens e idosos. Mas foi realmente ao entrar para a vizinhança de Woodsboro que o grande público a abraçou. Em “Pânico 5” (2022) e “Pânico 6” (2023), Ortega deu vida a Tara Carpenter. Sua performance, especialmente nas cenas de abertura e nos momentos de vulnerabilidade ao lado de Melissa Barrera, trouxe um fôlego novo e necessário para a franquia de Ghostface, que agora leva o rastro de sangue até as ruas de Nova York.

Versatilidade no streaming e no cinema familiar

Nem só de gritos e perseguições vive a carreira da atriz. Jenna também mostrou um lado mais leve e cômico em produções da Netflix, como em “Dia do Sim” (2021), onde contracena com Jennifer Garner e Édgar Ramírez em uma história sobre liberdade familiar. Antes disso, em 2020, ela já havia marcado presença na sequência “A Babá: Rainha da Morte”, interpretando a enigmática Phoebe Atwell em um enredo que mistura humor ácido e rituais satânicos.

Outros títulos que merecem destaque em sua filmografia recente incluem o drama “A Vida Depois” e o polêmico “A Garota de Miller”, ambos mostrando camadas mais densas de sua atuação. Além disso, muitos fãs ainda se lembram de sua participação na série “Você” (You), que ajudou a pavimentar seu caminho rumo ao estrelato global.

O fenômeno Wandinha e as novidades da terceira temporada

O divisor de águas definitivo, porém, foi “Wandinha”. Sob o olhar estético de Tim Burton, a interpretação de Jenna para a primogênita da Família Addams virou um ícone cultural. A série da Netflix não apenas quebrou recordes de audiência, mas também criou uma conexão direta entre Ortega, Burton e os roteiristas Al Gough e Miles Millar.

O entrosamento desse time é tão forte que as fronteiras entre os projetos começaram a se cruzar. Após trabalharem juntos no novo filme de “Beetlejuice”, onde Jenna interpretou a filha de Winona Ryder, foi confirmado que Ryder fará uma participação especial na terceira temporada de “Wandinha”. Essa reunião gótica promete elevar ainda mais o nível da produção, que já conta com nomes como Eva Green no papel de Ofélia, irmã de Morticia.

Com o retorno confirmado de boa parte do elenco original, incluindo Catherine Zeta-Jones e Luis Guzmán, a série continua sendo o carro-chefe da nova fase da carreira de Ortega. Entre o humor seco de sua personagem e as investigações sobrenaturais na Escola Nunca Mais, Jenna Ortega prova que sabe exatamente como conduzir o público, seja através do medo ou de um carisma absolutamente peculiar.